sábado, 1 de maio de 2021

DISTÚRBIO OU POSSESSÂO

 Desde tempos primórdios os distúrbios eram confundidos com possessão espiritual, e até hoje na atualidade há quem os confunda.


Muitas pessoas com distúrbios mentais graves passaram por rituais de exorcismo, por aqueles que estavam a sua volta associar os fenômenos à paranormalidade, à possessão, que em algumas religiões são tidas como: demônios, espíritos de baixa influência "obssessores" bruxaria, magia negra e etc... e assim por muitos séculos as doenças mentais foram banalizadas. Apesar de todo o avanço da neurociência, dos avanços tecnológicos de equipamentos que mapeiam o funcionamento cerebral, ainda não há explicação para o comportamento de pessoas quando estão em crise psicótica, sempre haverá dúvidas à respeito de tal assunto, coisas que como diz o ditado! "nem Freud explica"
Na bíblia é relatado casos de pessoas que sofreram influência de demônios, e Jesus Cristo expulsou esses demônios e as curou. No cristianismo o exorcismo foi praticado por muitos padres, mas com o passar do tempo deixou de ser uma prática comum, porém ainda há pessoas que recorre a exorcistas.
Com o avanço da psiquiatria, área que trata as pessoas que sofrem com transtornos mentais, ficou mais fácil distinguir uma coisa da outra, é há também outras áreas como a psicologia que ajuda o paciente a entender o porquê de suas crises.
Porém o que ainda faz muitas pessoas confundirem a doença mental com obsessão espiritual é devido ao fato de muitas vezes o cérebro do paciente apresentar-se em perfeito estado nos exames como por exemplo; eleteoencefalograma ou tumografia do cérebro.
Por sorte, alguns neurocientistas chegaram a conclusão de há alterações de alguns neurotrasmissores, e dos hormônios cerebrais, fazendo com que a bioquímica do cérebro seja alterada por nossas emoções, é isso explica em parte o que causa algumas doenças.
Quando administrada as medicações em doses adequadas esses neurotransmissores passam a atuar de forma regular e a crise cessa, permitindo a quem sofre com transtornos psiquiátricos ter uma vida "normal", trabalhar, estudar, ter um relacionamento amoroso, porém é preciso conviver com essas alterações, e com a administração de remédios, coisa que muitos pacientes resistem desistindo do tratamento.
Em uma crise psicótica a pessoa pode agir de modo diferente e assemelhar-se a quem está possuído, falando em outras línguas, com outras vozes, ver ou ouvir coisas, sentir cheiros, sabores diferentes e ter uma sensação de perigo constante.
Normalmente quem passa por uma crise psicótica tem mania de perseguição, seja por seres sobrenaturais ou por humanos mal intencionados que querem mata-lo.
A fantasia criada pela vítima do transtorno é tão real que assusta as pessoas que estão em volta, as deixando confusas sem saber a quem recorrer primeiro, um tratamento religioso ou medicamentoso? normalmente as pessoas buscam os dois, porém demoram a reconhecer o transtorno mental e assim a crise vai se agravando até que busquem ajuda profissional.
Mas o que faz uma pessoa ser suscetível à influencias malignas? Algumas pessoas acreditam que quem está sobre possessão fez algo de errado, à ponto de atrair para si à influência dos maus espíritos, ou do demônio, ou que é uma pessoa de pouca fé.
E como saber se é uma dissociação da imagem ou uma possessão? não há como saber, e essa dúvida paira até na mente de quem sofreu a crise.
No meu caso específico, não muito diferente dos outros, tive mania de perseguição, quem me perseguia era a entidade do filme invocação do mal 2, a freira, eu assisti o filme de terror e aquela imagem ficou no meu subconsciente, depois adotei muitas outras personalidades até acordar do surto e sentir um vazio enorme, pois havia perdido a minha própria identidade, mas se foi algum tipo de possessão ou obsessão espiritual não há como saber, porém sei que o ideal é orar pedir o auxílio de Jesus, ter fé e nunca deixar de fazer o tratamento até receber alta médica.
Dizem que somos como um tripé e precisamos estar alinhados: espiritualmente, emocionalmente e fisicamente, para manter o equilíbrio.

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